“HISTÓRIAS DA MÃE AFRICA"
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Apresentando 9 Histórias, de diferentes regiões da África, sob a direção de Cacá Mourthé, a atriz e "contadora de histórias", Priscila Camargo, na sua quarta produção do gênero, visitará várias regiões do imenso continente, apresentando, através de Histórias Tradicionais, um rico panorama de ritmos, paisagens e valores culturais e éticos.

Uma Geografia não cartográfica, mas afetiva, religiosa e de tradições, será o fio da meada, cruzando do Norte muçulmano, com seus mistérios profundos, até a África do Sul, com suas Histórias de bichos; do Senegal a Moçambique e Angola, de onde colhemos uma História Etíope, maravilhosamente revisitada, pelo escritor angolano Dario de Mello.

  

Passando por desertos, selvas e savanas, chegamos ao Egito, onde uma Cinderela muito antiga, tirada dos papiros, segue ao encontro do Faraó, numa grande viagem pelo Rio Nilo.

Do panteão que deu origem às Histórias Afro-brasileiras, vamos falar de Euá, a Mãe protetora dos artistas, a senhora dos disfarces, da música, da poesia e de todas as artes. Ela aparece para trazer o sonho e a beleza de se contar Histórias.

No Centro do palco há uma grande árvore da vida, idealizada pelo cenógrafo e figurinista Chico Espinosa.

É Irôco, uma árvore sagrada que, como tantas culturas, abriga seres divinos. Nas nossas Histórias, as árvores caminham e falam, tendo sempre as profundas raízes na terra Aiê, e os altos galhos tocando o céu, Orum, na língua africana iorubá.

O espetáculo fala de ecologia, louvando cada folha, árvore, animal, fogo, ar e água, seja doce ou salgada.

Resgata e exalta a figura do Griot, o Tradicional Contador de Histórias Africano, representado em cena por um boneco, que participa o tempo todo.

Os bichos também estão presentes, em fantoches e marionetes, especialmente escolhidos para encantar e atrair as crianças para o mundo mágico da imaginação.

O Clima de magia é acentuado pela sensibilidade do premiado iluminador Aurélio de Simoni, um craque dessa arte.

Contando e cantando, o espetáculo apresenta muitos ritmos, em canções melodiosas,  "abrilhantadas" pelos músicos ao vivo: Marcelo Daguerre, (violão e voz) e Anderson Vilmar, do Jongo da Serrinha, (percussão e voz), que incentivam crianças e adultos a entrarem no universo lúdico, mágico e misterioso, dessas histórias encantadas.

Histórias da Mãe África, pretende descortinar belezas e sabedorias antigas,nos familiarizando com a diversidade cultural desses povos irmãos, além de resgatar de forma mais ampla, raízes brasileiras.

Agora é Lei: Em 09 de Janeiro de 2003, o Presidente Lula, sancionou a Lei Nº 10639, que determina o estudo da História da África e dos Afro - descendentes brasileiros, como disciplina obrigatória, nos ensinos público e privado. Estamos certos de que o espetáculo, muito além de estar de acordo com as solicitações de urgência educativa e cultural do nosso País, é um estimulante aliado dos professores, pois estendemos nossas pesquisas, procurando abranger o maior número possível de Países e Regiões da África, apresentando, através da sabedoria desses povos, antigos conhecimentos e valores da alma, que nos remetem à origem, ao berço da nossa humanidade.

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* Fotos de Marco Antonio Resende

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